Meu antigo lar 

São cinco da manhã. Faz exatos seis horas que parti de sua casa. Que sai de seu quarto. Aquele lugar que por meses, mesmo que poucos, foi meu refúgio. Meu lar. Você era meu lar. Mas mesmo agora, seis horas após você me contar a verdade, a minha ficha ainda não caiu. Será que ela vai demorar a cair? Eu espero que não. Não quero demorar a seguir em frente, mesmo não querendo seguir. Não quero procurar outro lar, porque você era o meu. Estou olhando a lua neste momento. Quero dizer, estou tentando pelo menos, o céu está escuro e ela está se escondendo atrás das nuvens. Paro e percebo: não foi exatamente o que você fez durante esses nossos meses em que você foi meu lar? Você também foi o lar dela… Mas enquanto eu estava no seu quarto, você a escondia no porão. E quando eu saia, com a promessa de que no final do dia voltaria para você, você a libertava e a deixava vagar pelo resto da casa. Enquanto eu tinha o seu quarto, a sua cama… Ela tinha o resto dos cômodos, o resto de você. Tinha sua comida, seu shampoo que deixa o seu cabelo com o cheirinho mais gostoso que já senti! Ela tinha você todo! Eu só tinha um pedacinho… Eu achava que tinha tudo, mas agora que revejo a situação, eu tinha… Nada. É, não demorou muito desta vez, agora ao som do mais leve orvalho, com a sensação da mais leve brisa, ao ser observada pela lua que finalmente resolveu aparecer, a minha ficha caiu. E está doendo. Deus, é uma dor agonizante, não consigo respirar, parece que o oxigênio entrou no meu pulmão mas se esqueceu do caminho de volta, não consigo mesmo respirar, minha cabeça está zunindo, consigo dar uma rápida olhada no relógio e me dou conta de que já se passaram três minutos e mal consigo ofegar, pequenos pontinhos pretos começam a dançar à minha frente, caio sentada no chão. A dor da queda me faz voltar ao normal, se é que agora, depois dele, conseguirei me sentir normal de novo algum dia. Começo a me acalmar e logo consigo guiar o oxigênio pela entrada e saída das minhas narinas. Não tinha percebido, não, eu não tinha sentido até agora. Meu rosto está molhado, será que a pequena garoa conseguiu fazer uma goteira no meu teto? Olho para cima. Tudo certo. Na verdade, estou chorando. Depois de seis horas – olhei de novo para o relógio, fiquei tanto tempo tentando ficar em companhia da lua que não percebi o tempo passar. São sete da manhã agora- finalmente consegui chorar. Isso foi recorde para mim. Eu sempre fui tão… Acho que a palavra certa seria chorona, mas gosto de dizer que sou sensível. Você dizia achar graça do fato como qualquer coisinha me afetava e me deixava mal tão rápido; dizia que nunca entenderia isso, chorar por qualquer coisa. Você dizia que o choro só era válido em funerais. Bom, você me matou.  Então acho que podemos considerar isso um funeral, certo? Ainda vai ser um funeral quando eu me reerguer? Porque alguma hora terei de fazer isso. Mas não agora. Agora quero curtir minha vida pós morte. Parece que invertemos os papéis ontem à noite, percebeu? Eu nunca vi você desmoronar nesses dois anos que achei conhecer você. Nem uma lágrima sequer, mesmo quando sua gata morreu. E você amava aquela gata, acho que a mais do que a mim. Porque, ora, você me amou. Não amou? Não é possível que tudo que vivemos, com tanta intensidade, não ser amor. Não ter sido amor. Só que foi um tipo de amor diferente. Você é a minha melhor amiga, eu te amo muito, daria a minha vida por você, mas ela é o amor da minha vida. Por favor, me perdoe. Essas foram as suas exatas palavras ontem. Elas agora ficam rondando minha cabeça, entrando e saindo pelos meus ouvidos sem parar. Parece que tem um disco arranhado na minha mente que por estar quebrado, não para de repetir. Parece meu coração. Está quebrado e não para de repetir a mesma pergunta: Você sabia que ia dar nisso, por que continuou? Por quê, Amanda? Por quê?
Você ensaiou aquelas palavras? Ou imaginou que eu nunca iria descobrir? Aquela enxurrada de emoções suas eram verdadeiras? Claro, claro que eram. Você me ama. Só não do jeito que eu amo você. Você disse que daria a sua vida pela minha, mas, meu Deus, tudo que eu queria era passar o resto da minha com você! Teoricamente, você não me traiu, eu sei, mas é como estou me sentindo nesse momento. Quando você pretendia me contar? Você ia me contar? Como foi que você escreveu naquele sms mesmo? “Eu ainda te amo, mas você me traiu, talvez, com o tempo, eu posso amá-la… Ela me ama, então talvez eu possa fazer ser recíproco… Mas, minha querida, se ela não conseguir, eu juro, pela minha vida, que volto para você! Me espera…”
Acho meio bizarro como consigo lembrar de cada palavra do que escreveu nesse sms que sequer era para mim. Mas filmes de terror também são bizarros e isso não diminui meu amor por eles, então, o que importa, não é?
Eu olhei bem no fundo dos seus olhos, olhos tão lindos… Sempre amei me afundar neles. Só não achei que pudesse me afogar.
Então eu vi. Você estava perdido. Não fora sua intenção me magoar, você disse. Eu fiquei tão sem reação quando vi o sms que a única coisa na qual eu estava concentrada era lembrar de respirar. E que essa respiração precisava ser constante. Não prestei atenção no que você dizia. Mas agora eu entendo. Entendo que você não sabia por qual caminho seguir e que ela era sua estrela guia. Infelizmente ela é de outro alguém também… Então me perdoe! Não posso ser a sua agora. Não depois de você ter me dilacerado. Preciso me recompor e seguir o meu caminho. Sinceramente, espero que você se faça a sua rosa dos ventos e, ao invés de seguir o sul em busca dela novamente, encontre um novo norte e seja feliz. E se não der certo no norte, tente o leste ou oeste, está bem? Apenas ache o seu caminho. E lembre-se: não esqueça de respirar.

P.s. essa história foi baseada num recente episódio amoroso de um grande amigo para mostrá-lo que mesmo na dor, é possível fazer o belo.

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Carta sem endereço

​”Querido, anjo. Como vai? Bem, eu espero. Também torço para que o seu relacionamento com aquela menina esteja dando certo. Os primeiros meses juntos são os mais difíceis, certo? Lembra como os nossos foram turbulentos? Mal nos conhecíamos, era ciúmes o tempo todo e a vontade de desistir era enorme ( muito mais da sua parte do que da minha, afinal, era você quem “vivia” terminando). Mas no fim sempre ficávamos bem. Eu sinto a sua falta, sabe? Às vezes eu escuto aquela música que você tocou no violão para mim e penso em como ela fica muito melhor na sua voz. Falta pouco para fazer um ano que tudo acabou. Um ano para o pior dia da minha curta vida fazer aniversário. São tantos arrependimentos… Um deles é não ter dado o carinho e amor que você merecia (quando você ainda era o cara por quem eu me apaixonara, quando não tinha se transformado em outro alguém desconhecido). Eu ainda consigo mentalizar você perfeitamente, principalmente seu lindo sorriso pelo qual sempre fui apaixonada. Mas a sua voz… Ela está começando a sumir. Sabia que a sua gargalhada tornara-se a minha melodia predileta desde o dia em que eu a ouvi pela primeira vez? Naquela época eu ainda não sabia o poder de um amor romântico. Parece clichê, mas eu realmente só descobri o que era amar com você. Infelizmente aprendi também o que era sofrer… Mesmo depois desse tempo, eu ainda sofro. Sofro pela vida maravilhosa que poderíamos ter, mas sofro principalmente por ainda estar presa a você. Eu não queria… Não queria que as coisas tivessem acabado daquele jeito. Queria que tudo tivesse sido amigável. Mas você tinha que ter errado… Eu espero de verdade que você esteja feliz. Dói não poder ter notícias suas, mas eu escolhi isso e devo “sofrer” as consequências. De certa forma, isso nos fez bem. Nós crescemos em meio a todo esse caos que nós mesmos criamos. Nós amadurecemos e enxergamos pela primeira vez que a vida não era um conto de fadas. Não existe finais felizes no mundo real, por isso foi um choque intenso quando caímos na realidade. Mas eu aprendi com os nossos erros, estou melhorando. Tornei-me outro ser ao conhecer-te, e tornei-me outro ser ao deixar-te. Nessa imensidão de corpos, tive a chance única de poder amar tão profundamente na jovialidade. Acho que ainda te amo… Quero dizer, o que você era. Aquele menininho tão grande, mas ao mesmo tempo tão inseguro de si ainda perambula pelos meus pensamentos. Ele ainda ocupa meu coração. Por mais que eu tente afastá-lo, não consigo resistir por muito tempo. O máximo que eu consigo fazer é fazê-lo adormecer por algumas horas e impedí-lo de penetrar nos meus sonhos. Porque, nas raras vezes que sonho com ele, tudo tranforma-se em pesadelo rapidamente. Apesar de tudo, estou feliz. Foi melhor assim. Pelo menos é o que tento me convencer…”

Seguir em frente.

​Na minha concepção, a gente nunca supera. Só guarda numa gavetinha do coração e segue em frente. De vez em quando a gente esbarra e essa gavetinha abre sem querer derrubando tudo no chão. Então, nós simplesmente precisamos reunir toda a coragem que tivemos um dia para devolver tudo ao seu devido lugar. E continuar a seguir em frente. De novo. Mais forte do que antes dela abrir.

7 meses

​7 meses. Foi há 7 meses. Meu coração outrora já havia sido partido. Mas jamais como naquele dia. Há 7 meses. Naqueles intermináveis minutos de uma madrugada qualquer, meu tormento e agonia estavam só começando. Madrugadas antes que serviam de consolo para pesadelos, tornou-se o palco do pior que eu já tivera. Naqueles míseros minutos minha alma fora praticamente arrancada do meu ser, meu coração despedaçado, arrancado do meu peito, jogado ao ventos as centenas de pedaços. Foram longos sete meses de angústia, tristeza, alguns dias alegres… Acontece que sempre que o frio retorna, época favorita de nós dois, o sofrimento faz caminho de volta ao meu coração. Felizmente ele já não é como antes; agora é um pouquinho mais leve, sereno. Sete meses. Só sete meses. De um relacionamento de 1 ano e quase 6 meses, se ele não tivesse destruído uma semana antes de completarmos mais um mês. Eu me doei de corpo e alma, me entreguei ao nosso amor. Para sete meses depois ele já estar no seu segundo relacionamento. Sete meses. Eu ainda penso nele todos os dias, sabe? Não na pessoa que ele é agora. Não, essa pessoa eu não conheço. Não teve um mínimo de consideração comigo… Conseguiu partir meu coração mesmo com ele despedaçado. Não. Eu penso na pessoa maravilhosa que ele era há dois anos… Na pessoa que foi meu 1° amor. É nele que eu penso. Mesmo sabendo que ele já morrera. Acho que é isso, estou de luto. Há sete meses venho estando de luto. Acontece que eu não aguento mais. Quero esquecê-lo, por mais que os dias em que eu passara com ele tenha sido os melhores de todos os meus 16 anos, se me dessem uma pílula do esquecimento, sem nem pensar. Eu tomaria.

Digamos que…

​Digamos que talvez eu esteja com uma queda por você.

Digamos que talvez eu queira me perder no mar castanho dos teus olhos.
Digamos que talvez eu queira morar no teu abraço.
E digamos que talvez eu queira me aproveitar dessa estadia para me aquecer com o teu calor.
Digamos que talvez eu fique imaginando, antes do sono chegar, como seria nós dois namorando.
Digamos que talvez eu fique olhando se você está online no whatsapp de hora em hora mesmo sabendo que você não virá me chamar e vice-versa.
Digamos que eu me preocupe muito com você, apesar de não demonstrar.
Digamos que você tenha me chamado a atenção desde o dia em que nos conhecemos.
Digamos que eu já tenha perdido a conta de quantas vezes sonhei com você.
Digamos que talvez eu fique ansiando pelo o término do dia só para poder ver você no outro.
Digamos que eu te deseje.
Digamos que eu queira você.
Digamos que eu queira desesperadamente beijar você.
Não, eu não estou apaixonada por você, mas digamos que eu queira isso porque… gosto de você.
Digamos que eu queira saber tudo sobre você.
Enfim, digamos que… Eu só queria que você sentisse isso tudo por mim também…

Versão 2.0

Diálogo entre um amigo e ela.

Amigo: Como você está?

Ela: Finalmente estou ficando bem. Queria dizer que voltei a ser como era, mas ambos sabemos que, uma vez que alguém entra na sua vida e a muda, você nunca será o mesmo novamente.

Amigo: Mas você está feliz com essa sua nova versão?

Ela: Ainda não. Mas estou trabalhando na minha felicidade. Comecei a usar aquele tal de “amor próprio” que todos viviam me dizendo para ter quando meu relacionamento chegou ao fim. Não estou feliz ainda, mas posso garantir que estou satisfeita.

Amigo: Você só vai voltar a ser feliz completamente quando encontrar um novo amor mesmo.

Ela: Aí que está, meu caro. Eu já encontrei esse novo amor. Encontrei amor por mim mesma. Estou totalmente focada em mim agora. Eu me basto. 

Amigo: Você tem certeza? E aquilo que você escreveu sobre alguém tirar-te dum abismo em que você se encontra?…

Ela: É o que estou tentando falar-te. Já sai desse abismo de dor. Eu me resgatei. A minha nova eu resgatou a minha antiga eu. Elas se fundiram e agora estou aqui. Versão 2.0 nova e sem dor.

Amigo: Quer dizer então que a garota mais sentimental e sensível que eu conheço fechou o coração e virou narcisista? Quem diria! Haha

Ela: Muito pelo contrário, amigo! Haha

Amigo: Não entendi…

Ela: Deixe-me explicar. Meu coração nunca esteve tão aberto! Jamais deixarei de acreditar no amor. Apenas não estou a procura de um no momento. Mas não me fecharei. Vai que eu tropece com ele por aí, não é? E não acho que seja narcisismo querer ser feliz sozinha. Até porque só dá para compartilhar felicidade quando já se é feliz, não?

Amigo: Você tem razão, minha cara. Então vida nova, certo?

Ela: Não totalmente. Pelo não até esse ano acabar. Quando 2016 chegar ao fim, jogarei muita coisa pela janela. Inclusive minha mala antiga. Entrarei em 2017 sem bagagens. Pronta para renovar e inovar! 

Amigo: Bom, estou contigo nessa.

E você? Você mesmo aí do outro lado da tela. Está pronto para deixar a bagagem antiga no passado e começar a viver o presente? Sem dores, mágoas, ex-amores? Só felicidade, amor, família, amigos, e se você assim como eu acredita, Deus. O ano não acabou ainda, mas está perto. Muitas mudanças virão para mim. Desejo-te muitas boas também! 

 

“Por hoje é só pessoal”

23 de agosto de 2016.

(Carta dela para ele, após ele ter ido embora novamente)

 Hey, como você está?

Já faz um tempo que não nos falamos, não é? Bom, em minha defesa, eu só quis respeitar sua decisão. Acho que você esperou que eu pedisse para você ficar, mas se tiver sido o caso, espero que entenda o porquê de eu não ter te impedido. Quando você foi embora pela 3°/4° vez, eu compreendi que você por mais que voltasse, sempre iria novamente. Parei de me importar com o fato de você ficar ou não, mas me importo com você ainda. Eu sei que você é bem lerdo às vezes, mas acho que entenderia. Não sei se você lembrou, mas hoje faríamos dois anos de namoro. Eu não queria nem deveria lembrar, mas você realmente marcou a minha vida. Não é nada demais, nem ficarei chateada caso você não tenha se recordado. Mas, mais uma vez, eu não me importo. Não mais. E isso é tão bom, sabe? Quase tão gostoso quanto a época em que  você me fazia feliz. É uma sensação boa, de paz. Você foi embora para encontrar essa paz também, e agora eu realmente espero que você tenha encontrado-a. Talvez até com outro alguém. De qualquer forma, estarei feliz por você. Eu aprendi da pior forma o real significado daquela frase “Quando se ama alguém, você deve deixá-la ser feliz, por mais que você não seja mais a felicidade”. Agora eu entendo. Fiquei com muita raiva de você na época. Te odiei. Te repudiei. Mas quero que saiba que foi só porque você era uma coisa boa na minha vida. E você sabe, coisas boas na minha vida são raras. Mas eu compreendi essa frase e deixei ser verdade. Foi melhor assim. Ambos sabemos disso. Quanto mais cedo foi, melhor para nossa sanidade. Afinal, nós estávamos nos destruindo. Eu só não percebi isso na época. Mas você sim. Então obrigada. Obrigada por tudo de maravilhoso. Obrigada por ter me tornado uma pessoa melhor. Obrigada pela companhia enquanto eu só queria solidão. Obrigada por fazer parte da minha vida. E por fim, obrigada por ter terminado tudo com boas lembranças ao invés de deixar que tudo se arruinasse com brigas. Preciso dizer-te que não sinto mais saudades. Não sei se isso é bom, mas creio que sim. Claro, é impossível não emocionar-me escrevendo isso (continuo a pessoa mais sensível que você conheceu, isso não mudou), mas não sinto mais falta. Agora a única coisa que carrego em meu coração é a boa lembrança de ter tido alguém especial ao meu lado durante algum tempo. Espero encontrar outro alguém assim novamente. Está chovendo aqui, sabia? É o nosso tipo de tempo favorito. Acho que foi por isso que   fiquei com vontade de escrever-te. Tirando o fato de que nunca enviarei a você. Detalhes, certo? Enfim, eu estou feliz. Sabe por quê? Porque estou lembrando do que fomos. Porém, não estou triste pelo que poderíamos ser. Simplesmente não era para ficarmos juntos. Apenas precisávamos desse tempo um com outro para amadurecermos para os verdadeiros amores das nossas vidas. Mas saiba que você foi essa pessoa para mim durante um ano e seis meses. “A gente nunca supera o primeiro amor”, era o que você me dizia. Hoje eu vejo que você estava certo. Quero dizer, em parte pelo menos. Acho que a gente só não tem a capacidade real de esquecer o primeiro amor. A gente simplesmente segue em frente. E foi o que fizemos. Por mais que não façamos mais parte da vida um do outro, eu sempre estarei aqui para você. Porque mesmo não me importando, eu me importo contigo, bocó. Prova disso é que aqui estou eu escrevendo para você. Mesmo sabendo que você não lerá. É melhor assim. Saiba que você nunca morrerá, pois sendo a boa escritora que sou, (finalmente passei a acreditar nisso depois de você tanto insistir que eu tenho potencial ) eternizarei você em meus textos. Com minhas palavras cheias de carinho. Acho que acabei estendendo-me demais. Desculpe-me.

Seja o mais feliz possível, tá bom? Espero encontrar-te por aí algum dia.

Com carinho,

 

Dela para ele.

Obrigada e adeus.

E mais uma vez eu estou aqui.
Chorando, sofrendo.
Enquanto você está em outro canto bem.
Cadê aquelas pessoas que dizem que o tempo cura tudo?…
Porque, sinceramente, ele só está piorando.
Porque, quanto mais o tempo passa, mais você ressurge nos meus pensamentos.
Ressurge. Por quê?
Eu estava bem, por que você tinha de ressurgir?
Foi um custo te fazer desaparecer… Mas, isso não importa, não é?
Porque eu não quero que você vá. De novo. Não vá, por favor.
Não vou implorar, mas é só o que te peço.
Por favor, não vá.
Eu deveria te odiar. E, na verdade, eu te odeio.
Odeio o que você é agora.
Amo o que você era.
Controverso? Acho que não.
As pessoas mudam, você mudou, eu mudei.
Acontece que o você de antes não sai da minha cabeça.
E o pior é saber que o você de agora não consegue ser ruim o suficiente para me fazer esquecer o você de antes.
É claro que eu sei que foi melhor assim.
Mas, putz.
Poderia ter me ensinado a te desgostar da mesma forma que me ensinou a gostar.
Seria pedir demais?
Mas isso não importa.
Porque, não importa o que tenha acontecido, Eu guardarei você em meu coração.
Para sempre. Como deveria ter sido.
Talvez seja um dia. Ou não.
Sinceramente, estou contra o meu coração e torcendo para o não.
Sabe por quê?
Eu simplesmente não quero estragar o que já tivemos com um novo relacionamento.
Penso que pode não ter a mesma sensação gostosa da primeira relação.
Eu não sei se ainda amo você.
Tudo que sei é que ainda sinto algo por você.
Mas você está muito diferente, também estou. Mas você está de um jeito estranho. E ruim.
E de estranheza já basta eu.
Portanto, eu te deixo totalmente livre de mim.
Porque eu quero me ver livre de você.
Eu quero seguir em frente.
Sei que não vou conseguir isso hoje. Nem amanhã. Nem semana que vem.
Talvez nem no próximo mês, afinal, já faz meses.
Mas, sei que um dia vou conseguir.
E, a cada dia que passa, mais perto eu fico de conseguir esquecê-lo totalmente.
Sei que você não lerá isso e nem sequer se importa.
E está tudo bem, sabe?
Um dia você será apenas lembranças boas.
Enquanto isso, as ruis me dão força para seguir em frente.
Porque cada pedacinho de mim sempre terá um pouco de você.
Porque eu só sou quem sou hoje devido a você.

Então…
Obrigada, tá?
Por tudo. Mesmo.
Sei que você está bem.
Em breve ficarei também.
É isso. Vou dar meu máximo.
Nunca mais precisarei de você.
Irei esquecer tudo que tivemos,ok?
Você sempre será meu primeiro amor.
Mas agradeço por deixar ter os próximos.
Adeus.

Tudo está bem agora.

Está tudo bem. Ela realmente está bem desta vez. Passou. Agora a mais remota lembrança que ela tem deles dois parece ter sido a séculos. Ela o amou. Muito. Era tanto amor que não cabia dentro de seu pobre coração e transbordava em olhares e sorrisos carinhosos dados por ela a ele. Porque tudo que ela fazia, era para ele.
Era ele. Desde o seu primeiro pensamento pela manhã, até o seu último ao dormir. Mas era tanto amor que ela sonhava com ele porque não podia ter a sua presença durante a madrugada. Mas ele estava lá. Com ela. Nos seus sonhos. Sonhos de todos os tipos. Sonhos que ela julgava um dia realizar. Porque ela sabia lá no fundo, que nada a faria mais feliz do que acordar ao seu lado. Nada a faria mais feliz do que ser a primeira pessoa a  dar-lhe bom dia. Ou desejar-lhe parabéns no seu aniversário. Nada a faria mais feliz do que ser a causa do seu lindo sorriso nos seus piores momentos. Ou dias. Nada a faria mais feliz do que ser dele. Nada a faria mais feliz do que ele ser dela. Mas ele decidiu ser só mais um. O seu primeiro amor, preferiu deixar que houvesse outros amores.
Ela se pergunta. Ou melhor, se perguntava o que tinha feito de tão errado para depois de todas aquelas promessas e todas aquelas juras e declarações e confissões, ele te-lâ deixado. Foi tão repentino. Ele a pegou tão desprevenida e de surpresa. Ele sempre a deixou sem fôlego, mas pela primeira vez na relação deles, ele a deixou sem ar de um jeito ruim. Doloroso. Porque nunca ela sentira tanta a falta do ar quanto no minuto em que ele disse não a querer mais. Ela queria achar que era apenas mais uma das suas brincadeiras, mas no fundo, ela sabia que ele tinha cansado. E sabe o que é pior? Ela sabia que ele iria cansar. Ela o avisou que em toda a sua vida todos que amava a abandonavam em algum momento por não conseguirem lidar com a sua imensidão de sentimentos. Ele cansou dela. Ele a abandonou. Depois de ter jurado ser o único que não faria isso! Porra, ele a enganou! Iludiu-a da pior forma. Porque ela avisara, ninguém a aguenta por muito tempo… Óbvio que com ele não seria diferente. Ela foi burra por acreditar nele. Ela o amava tanto… Mesmo hoje, após meses e sabendo que não o ama mais, a mágoa ainda reside em seu coração. Quando ela pensa que a superou, a mágoa desperta de seu sono profundo e vai incomodá-la. Por que ele tinha que fazer isso com ela? Por que? Se a única coisa que ela fez foi se entregar de corpo e alma a ele. Por que ele a aceitou de tal forma se sabia não ser capaz de aguentar? Por que por que por quê?!…
Ela sente falta, sabe? Falta de amar e ser amada como era quando estava com ele. Porque, ela não vai ser injusta com ele, uma coisa que não faltou no  relacionamento deles foi amor e carinho. Ele a viciou no seu amor por ela. Tornou-a uma pessoa carente de atenção e carinho que ela jamais imaginaria se tornar. E ela o odiou por isso, sabe? Não precisava tê-la viciado nele quando sabia que no fim, haveria um fim. Posto por ele. Não precisava, sabe? Não foi justo com ela. Nem com eles. Não era para ele tê-la amado tanto quanto ela o amava se haveria um fim. Porque, sinceramente, perdê-lo foi a pior coisa da vida dela até agora. A pior dor. Nem quando ela era criança e vivia internada doía tanto. Nada, em toda a sua vida, doera tanto quanto ser abandonada por ele. Mas tudo bem, porque agora ela está bem, sabe? Ela realmente está bem e feliz. Ele novamente está em sua vida, mas agora as coisas estão totalmente diferentes. Não sentem mais aquele amor, felizmente. Ela nem sinte mais alguma coisa por ele, ela acha. E nem ele por ela. E isso é tão bom. Chega a ser gratificante terem uma amizade depois de tudo que passaram. De toda a dor. Ela sabe que ele sofreu tanto quanto ela. Ele a deixou mesmo a amando. E até hoje ela realmente não entende o porquê disso. Afinal, qual o sentido de deixar quem mais se ama? É uma burrice tamanha… Mas, ei! Já passou… Está tudo bem agora. Porque ela não o ama mais. Mas ao mesmo tempo ama, sabe? Agora um amor tranquilo, um amor amigo. Daqueles que não são precisos beijos e amassos. Somente abraços. A presença dele ainda a deixa bem. O  sorriso dele ainda a faz sorrir. Mas tudo isso é só pelo carinho imenso que tem por ele. Ele quis voltar antes, mas ela precisou partir. Precisou se encontrar depois de ter se perdido nele. Mas é bom saber que, depois de tudo, ela ainda o tem. Ao seu lado, para tudo que ela precisar. E é recíproco. Mesmo sem aquele amor que tinham, eles ainda tem um ao outro, ela acha. Ela espera não estar divagando nessas últimas frases. E isso é tudo que ela mais poderia querer dele depois de toda aquela dor que ele a fez passar. Ei, está tudo bem agora. Porque ela o ama. Não um amor romântico… mas um amor talvez melhor. Ele foi o seu primeiro amor. Uma pena não ser o último. Mas ela quer que ele saiba que sempre estará ali para ele.
Porque agora, tudo está bem.

Ela quer outro alguém.

ela quer outro alguém. Cansou dele. Cansou de sofrer por tudo que sofreu com ele. Adaptou-se extremamente bem à ausência dele, mas não à solidão. E agora que ele voltou para a sua vida, percebeu em como ficou vazia durante esse tempo. Não vazia por causa da ausência dele, vazia devido à ausência de amor. Ausência de ser amada. Ela vive atenta a tudo. Olha para todos os lados, olha para todas as pessoas. Anseia desesperadamente para encontrar alguém que a desperte desse torpor que é viver sem amor. Cansou-se também de ouvir que deveria amar a si própria. Que não há amor melhor do que aquele por si. Entretanto, esse é o que ela mais tem de sobra. Afinal, se não fosse por esse amor, ela ainda estaria sofrendo por seu coração partido. Ela é feliz consigo mesma. Mas agora quer voltar a ser feliz com alguém ao lado. Quer fazer alguém feliz. Quer ter a sensação gostosa de ter amor recíproco. Ela não quer muito, quer apenas…

Continua…