Poluição sonora

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O ambiente ao meu redor é tóxico

A cacofonia dos falsos risos

Me sufoca

Me leva ao limite

Quero gritar:

Vocês precisam PARAR!

Eu estou no limite

Vocês me obrigam a extrapolar minhas divisas

 Por favor, apenas…

Parem.

Meus gritos de socorro

E         C          O         A               M                A           O             C               E           C       O      A       M

   C         O      A         M          ecoam            M         A       O       C       E     C         O         A       M 

      O       A      M     E     C       O       me ajuda   O        A      m    ecoam    ECOAM  por favor

          A     M      C      O       A        M     socorro        E     C     O      A         M      ECOAM

              M   E      C     O       A       M       E        C       O    A     M  ecoam       E    C  O   A  M

Faço sons de choro

Mas nada sai

Chorar deixou de ser uma opção

Me sinto como uma tempestade

Mas meus pingos desabam em forma de uma simples garoa

Nessa imensidão de corações pulsantes

Sou a única a tê-lo forçado a parar

Estou me a                                                                                                                                                                         f                                                                                                                                                                          o                                                                                                                                                                          g                                                                                                                                                                          a                                                                                                                                                                           n                                                                                                                                                                              d                                                                                                                                                                              o

Coração pesado

Pulmão ofegante

Olhos cansados

vermelhos

Eu estou cansada de lutar 

Exausta de me debater no mar

Exaurida de respirar esse oxigênio

Tão cheio de toxinas

Palavras venenosas…

Também atuam como pedras

que atacam meu coração

Destroem meu ser

Estou em pedaços

Perdendo a Batalha

A Guerra

Sinto tudo

Dor,

Mas simplesmente não sinto…

Nada.

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Paradoxo

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Meus sorrisos tristes

são meus mais belos oxímoros

Porém, além de mim, ninguém os contempla

Em meio à minha intensa chuva de lágrimas

Percebo que a única errada sou eu

Pois não há como exigir reciprocidade

De pessoas tão cheias de futilidades

E tão vazias de sentimentos

Qualquer carinho, carícia ou abraço

São interpretados como indícios de amor

Quando na verdade são apenas ilusões

Criadas por uma vontade obscura

de não mais sentir-se

Solidão

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Eu estou no meu limite

Meus olhos gritam

Todos os dias, todas as horas

Meus gritos silenciosos

Ecoam até nos mais remotos lugares

dos meus pensamentos

Meu rosto chora em uma entonação sorridente

Assim, ninguém percebe

Mesmo eu demonstrando com toda minha força de vontade

Então, ponho-me a escrever

Pois desde sempre, o branco do papel em consonância com a tinta azul

São meus únicos e verdadeiros

Amigos.

 

Meu antigo lar 

São cinco da manhã. Faz exatos seis horas que parti de sua casa. Que sai de seu quarto. Aquele lugar que por meses, mesmo que poucos, foi meu refúgio. Meu lar. Você era meu lar. Mas mesmo agora, seis horas após você me contar a verdade, a minha ficha ainda não caiu. Será que ela vai demorar a cair? Eu espero que não. Não quero demorar a seguir em frente, mesmo não querendo seguir. Não quero procurar outro lar, porque você era o meu. Estou olhando a lua neste momento. Quero dizer, estou tentando pelo menos, o céu está escuro e ela está se escondendo atrás das nuvens. Paro e percebo: não foi exatamente o que você fez durante esses nossos meses em que você foi meu lar? Você também foi o lar dela… Mas enquanto eu estava no seu quarto, você a escondia no porão. E quando eu saia, com a promessa de que no final do dia voltaria para você, você a libertava e a deixava vagar pelo resto da casa. Enquanto eu tinha o seu quarto, a sua cama… Ela tinha o resto dos cômodos, o resto de você. Tinha sua comida, seu shampoo que deixa o seu cabelo com o cheirinho mais gostoso que já senti! Ela tinha você todo! Eu só tinha um pedacinho… Eu achava que tinha tudo, mas agora que revejo a situação, eu tinha… Nada. É, não demorou muito desta vez, agora ao som do mais leve orvalho, com a sensação da mais leve brisa, ao ser observada pela lua que finalmente resolveu aparecer, a minha ficha caiu. E está doendo. Deus, é uma dor agonizante, não consigo respirar, parece que o oxigênio entrou no meu pulmão mas se esqueceu do caminho de volta, não consigo mesmo respirar, minha cabeça está zunindo, consigo dar uma rápida olhada no relógio e me dou conta de que já se passaram três minutos e mal consigo ofegar, pequenos pontinhos pretos começam a dançar à minha frente, caio sentada no chão. A dor da queda me faz voltar ao normal, se é que agora, depois dele, conseguirei me sentir normal de novo algum dia. Começo a me acalmar e logo consigo guiar o oxigênio pela entrada e saída das minhas narinas. Não tinha percebido, não, eu não tinha sentido até agora. Meu rosto está molhado, será que a pequena garoa conseguiu fazer uma goteira no meu teto? Olho para cima. Tudo certo. Na verdade, estou chorando. Depois de seis horas – olhei de novo para o relógio, fiquei tanto tempo tentando ficar em companhia da lua que não percebi o tempo passar. São sete da manhã agora- finalmente consegui chorar. Isso foi recorde para mim. Eu sempre fui tão… Acho que a palavra certa seria chorona, mas gosto de dizer que sou sensível. Você dizia achar graça do fato como qualquer coisinha me afetava e me deixava mal tão rápido; dizia que nunca entenderia isso, chorar por qualquer coisa. Você dizia que o choro só era válido em funerais. Bom, você me matou.  Então acho que podemos considerar isso um funeral, certo? Ainda vai ser um funeral quando eu me reerguer? Porque alguma hora terei de fazer isso. Mas não agora. Agora quero curtir minha vida pós morte. Parece que invertemos os papéis ontem à noite, percebeu? Eu nunca vi você desmoronar nesses dois anos que achei conhecer você. Nem uma lágrima sequer, mesmo quando sua gata morreu. E você amava aquela gata, acho que a mais do que a mim. Porque, ora, você me amou. Não amou? Não é possível que tudo que vivemos, com tanta intensidade, não ser amor. Não ter sido amor. Só que foi um tipo de amor diferente. Você é a minha melhor amiga, eu te amo muito, daria a minha vida por você, mas ela é o amor da minha vida. Por favor, me perdoe. Essas foram as suas exatas palavras ontem. Elas agora ficam rondando minha cabeça, entrando e saindo pelos meus ouvidos sem parar. Parece que tem um disco arranhado na minha mente que por estar quebrado, não para de repetir. Parece meu coração. Está quebrado e não para de repetir a mesma pergunta: Você sabia que ia dar nisso, por que continuou? Por quê, Amanda? Por quê?
Você ensaiou aquelas palavras? Ou imaginou que eu nunca iria descobrir? Aquela enxurrada de emoções suas eram verdadeiras? Claro, claro que eram. Você me ama. Só não do jeito que eu amo você. Você disse que daria a sua vida pela minha, mas, meu Deus, tudo que eu queria era passar o resto da minha com você! Teoricamente, você não me traiu, eu sei, mas é como estou me sentindo nesse momento. Quando você pretendia me contar? Você ia me contar? Como foi que você escreveu naquele sms mesmo? “Eu ainda te amo, mas você me traiu, talvez, com o tempo, eu posso amá-la… Ela me ama, então talvez eu possa fazer ser recíproco… Mas, minha querida, se ela não conseguir, eu juro, pela minha vida, que volto para você! Me espera…”
Acho meio bizarro como consigo lembrar de cada palavra do que escreveu nesse sms que sequer era para mim. Mas filmes de terror também são bizarros e isso não diminui meu amor por eles, então, o que importa, não é?
Eu olhei bem no fundo dos seus olhos, olhos tão lindos… Sempre amei me afundar neles. Só não achei que pudesse me afogar.
Então eu vi. Você estava perdido. Não fora sua intenção me magoar, você disse. Eu fiquei tão sem reação quando vi o sms que a única coisa na qual eu estava concentrada era lembrar de respirar. E que essa respiração precisava ser constante. Não prestei atenção no que você dizia. Mas agora eu entendo. Entendo que você não sabia por qual caminho seguir e que ela era sua estrela guia. Infelizmente ela é de outro alguém também… Então me perdoe! Não posso ser a sua agora. Não depois de você ter me dilacerado. Preciso me recompor e seguir o meu caminho. Sinceramente, espero que você se faça a sua rosa dos ventos e, ao invés de seguir o sul em busca dela novamente, encontre um novo norte e seja feliz. E se não der certo no norte, tente o leste ou oeste, está bem? Apenas ache o seu caminho. E lembre-se: não esqueça de respirar.

P.s. essa história foi baseada num recente episódio amoroso de um grande amigo para mostrá-lo que mesmo na dor, é possível fazer o belo.

Seguir em frente.

​Na minha concepção, a gente nunca supera. Só guarda numa gavetinha do coração e segue em frente. De vez em quando a gente esbarra e essa gavetinha abre sem querer derrubando tudo no chão. Então, nós simplesmente precisamos reunir toda a coragem que tivemos um dia para devolver tudo ao seu devido lugar. E continuar a seguir em frente. De novo. Mais forte do que antes dela abrir.

7 meses

​7 meses. Foi há 7 meses. Meu coração outrora já havia sido partido. Mas jamais como naquele dia. Há 7 meses. Naqueles intermináveis minutos de uma madrugada qualquer, meu tormento e agonia estavam só começando. Madrugadas antes que serviam de consolo para pesadelos, tornou-se o palco do pior que eu já tivera. Naqueles míseros minutos minha alma fora praticamente arrancada do meu ser, meu coração despedaçado, arrancado do meu peito, jogado ao ventos as centenas de pedaços. Foram longos sete meses de angústia, tristeza, alguns dias alegres… Acontece que sempre que o frio retorna, época favorita de nós dois, o sofrimento faz caminho de volta ao meu coração. Felizmente ele já não é como antes; agora é um pouquinho mais leve, sereno. Sete meses. Só sete meses. De um relacionamento de 1 ano e quase 6 meses, se ele não tivesse destruído uma semana antes de completarmos mais um mês. Eu me doei de corpo e alma, me entreguei ao nosso amor. Para sete meses depois ele já estar no seu segundo relacionamento. Sete meses. Eu ainda penso nele todos os dias, sabe? Não na pessoa que ele é agora. Não, essa pessoa eu não conheço. Não teve um mínimo de consideração comigo… Conseguiu partir meu coração mesmo com ele despedaçado. Não. Eu penso na pessoa maravilhosa que ele era há dois anos… Na pessoa que foi meu 1° amor. É nele que eu penso. Mesmo sabendo que ele já morrera. Acho que é isso, estou de luto. Há sete meses venho estando de luto. Acontece que eu não aguento mais. Quero esquecê-lo, por mais que os dias em que eu passara com ele tenha sido os melhores de todos os meus 16 anos, se me dessem uma pílula do esquecimento, sem nem pensar. Eu tomaria.

Não consigo escrever 

Não consigo escrever. Já tem um tempo que nada que escrevo me serve como bom. Não consigo escrever. Falta-me inspiração. Acontece que ele era essa inspiração. Não consigo escrever. Mandei-o embora da minha vida e como repreenda ele levou meus pensamentos poéticos. Não consigo escrever. Parece que meu raciocínio desapareceu. Ou será que nunca tive? Não consigo escrever. Penso comigo mesma a falta que a escrita faz. Mas o que posso fazer? Simplesmente não consigo escrever. Será que apenas tive uma sorte delimitada de escrita devido ao amor? Só pode, afinal, eu não consigo escrever. Não mais pelo menos. Isso me assusta. Será que algum dia voltarei a escrever? Não consigo escrever! Preciso de ajuda, perdi a proficiência de encantar as pessoas com minhas palavras. Não consigo escrever… Não sei mais o que fazer. Já fiz rascunhos, escrevi, reescrevi, deletei… Não consigo escrever, acho que chegou a hora de desistir, porque não consigo mais escrever. Anseio pela escrita assim como anseio por realizar meus sonhos. Mas, droga! Não consigo escrever! 

Espera… Acho que consegui.

Digamos que…

​Digamos que talvez eu esteja com uma queda por você.

Digamos que talvez eu queira me perder no mar castanho dos teus olhos.
Digamos que talvez eu queira morar no teu abraço.
E digamos que talvez eu queira me aproveitar dessa estadia para me aquecer com o teu calor.
Digamos que talvez eu fique imaginando, antes do sono chegar, como seria nós dois namorando.
Digamos que talvez eu fique olhando se você está online no whatsapp de hora em hora mesmo sabendo que você não virá me chamar e vice-versa.
Digamos que eu me preocupe muito com você, apesar de não demonstrar.
Digamos que você tenha me chamado a atenção desde o dia em que nos conhecemos.
Digamos que eu já tenha perdido a conta de quantas vezes sonhei com você.
Digamos que talvez eu fique ansiando pelo o término do dia só para poder ver você no outro.
Digamos que eu te deseje.
Digamos que eu queira você.
Digamos que eu queira desesperadamente beijar você.
Não, eu não estou apaixonada por você, mas digamos que eu queira isso porque… gosto de você.
Digamos que eu queira saber tudo sobre você.
Enfim, digamos que… Eu só queria que você sentisse isso tudo por mim também…

Para uma grande amiga.

Estive comigo nos momentos bons
Me ajudou a ver o mundo em vários tons
Esteve comigo nos momentos ruins
Mas me fez ver que o mundo não é tão mal assim
Nesses dias, você estava lá
Sempre pronta para me apoiar
E isso vale muito mais
Do que qualquer nota de 100 reais
Sempre que precisar
Saiba que estarei aqui para te ajudar
E agora vai um clichê…
Com palavras não sei dizer,
Como é grande
O meu amor por você.

Você.

Depois que você se foi,
Tudo se tornou tão vazio.
Tão frio…
Tento me enganar fingindo que nada aconteceu.
Quando acho que estou bem,
Na minha cabeça você vem…
Me forço a pensar que você foi uma só uma ilusão,
Mas putz, você era tão bom…
Fazia tempo que eu não pensava em você.
Por que só agora você eis de me aparecer?
A dor da sua partida,
Já há tanto esquecida,
Hoje me atormenta dia após dia.
A dor hoje, já até virou minha amiga.
Quem me dera eu nunca ter te conhecido,
Assim, meu coração não seria partido…
Infelizmente, você ainda mexe comigo intensamente.
Nossos planos, nossos sonhos mais contentes, voltam à minha mente.
Cada detalhe seu, cada lembrança tua,
Me fazem lembrar da verdade nua e crua.
Dia após dia, vou vivendo uma mentira.
É, eu ainda penso em você.
É, eu ainda amo você.

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