TAG: dos 50% – Melhores e Piores do 1º Semestre | 2016

Indicações por: Blog Lendo Muito; Blog A Bookaholic Girl. Obrigada pela indicação 🙂

Desculpa pela atraso,estava esperando lançarem a foto de O Professor 3.

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2016:

A Garota Que Você Deixou Para Trás

Um amor de livro ❤

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2016:

Os Segredos de Colin Bridgerton

Em breve post dedicado a essa série ❤

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito:

Mentira Perfeita

Autora maravilhosa ❤

4. O livro mais aguardado do segundo semestre:

O Professor 3, Tatiana Amaral.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano:

Cretino Irresistível

Esperava muito mais :/  Mas não vou desistir!

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano:

A Menina que Roubava Livros

:Fiquei com um vazio existencial quando acabei…

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente):

Como Eu Era Antes de Você

Essa autora :’)

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente:

Jace Herondale, Os Instrumentos Mortais.

9. Seu personagem favorito mais recente:

O Visconde Que Me Amava

Anthony Bridgerton.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre:

A Menina Feita de Espinhos

Nacional e um dos meus favoritos!

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre:

Extraordinário

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2016:

Marley & Eu

Bom, até agora, com certeza foi esse.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo):

Livro: A Menina Feita de Espinhos.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano:

O Professor: As Aulas Continuam!

O Professor 1.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano? 

São tantos… Mas principalmente estes aqui:

Se Eu FicarPara Onde Ela Foi Simplesmente Acontece

Dezoito Luas  Todo Seu Saga de Repente

Indicarei esses:

 

 

Barquinho de Papel, Parte 2 (final)

Parte 1.

“Antes de eu me perder nessa imensidão, eu vivia fazendo barquinhos de papéis no meu cais. Ele não ficava perto da minha casa, então todos os dias eu precisava andar quilômetros para chegar até ele. Mas eu não me importava, pois lá era o meu porto seguro. Com o tempo, aquele se tornara meu lugar predileto e passei a ficar cada vez mais tempo lá. Até que, um dia, eu resolvi morar lá de uma vez. Era muito cansativo e desgastante viajar todos os dias para lá, sabe? Meu cais fora construído com madeira da melhor qualidade, porém, sua estrutura não era muito forte. Mas era firme. E era meu. Eu amava aquele lugar de todo o meu coração e cuidava para que ele não ruísse devido ao constante contato com a água. E era recíproco, já que ele também cuidava de mim. Aquele cais era especial. Não pense que eu sou maluca, tá bom? Mas ele ganhava vida e conversava comigo. E com o tempo fui me apaixonando por ele, acredita? Ele me contou que já fora um garoto humano mas por ter irritado o Deus Poseidon fora transformado em um simples cais para a eternidade. Podendo voltar a ser humano somente quando encontrasse o verdadeiro amor e vencesse seu orgulho desculpando-se com Poseidon. Bom, nós tínhamos dias extremamente felizes. Fazia um sol muito gostoso quando estávamos bem. Mas nem sempre era sol. Ele tinha o dom de me irritar, sabe? E por causa disso brigávamos. Nesses dias caia uma garoa e fazia frio, porque ele não deixava eu fazer uma fogueira para me aquecer. Ele se tornava egoísta quando estava chateado. Sempre que algum garoto passava pela praia e eu era educada acenando para ele, meu cais ficava com ciúme e brigava comigo. Eu não entendia o porquê disso, afinal, eu era dele e ele era meu. Eu largara tudo para ficar com ele. Nesses dias, tínhamos fortes tempestades. Então eu sentava bem na beirada e fazia barquinhos de papel para colocar na água e assistir eles sendo levados pela maré. Eu gostava de pensar que estava mandando os sentimentos ruins embora naqueles barquinhos. Ele odiava quando eu fazia isso porque era perigoso e eu poderia me afogar. Então com os pregos enferrujados que eram alojados na sua madeira, ele dava um jeito de fazer com que prendessem a minha roupa para eu não cair. Quando ele fazia isso eu percebia o quanto me amava. Mesmo eu deixando-o bravo. Nessas horas eu via o quanto valhera a pena largar tudo e em como eu queria ficar ali para o resto da minha vida. Então chegou o dia dele confrontar Poseidon e pedir-lhe desculpas. Mas o Deus não achava justo que ele, um simples cais, conseguisse ter encontrado o amor da sua vida. Então o Deus deu-nos um ano para provarmos o quanto realmente nos amavamos.  Eu aceitei de bom grado, enquanto ele não gostara nem um pouco. Com o tempo, o cais se tornara estranho comigo. Ele mal conversava e se tornara distante. Aquilo me deixou tão triste… Não custava esperar mais um quando teríamos toda uma vida juntos. Um dia resolvi dar um basta naquele dor que ele estava me causando e fui conversar com ele. E Sabe o que ele disse?”
Nessa hora ela ergueu aqueles olhos castanhos na minha direção e olhou no fundo da minha alma. Ela estava com o coração em frangalhos e eu não a culpava. Que mal tinha em esperar um pouco mais? Encarei-a com compaixão dando forças para ela continuar.
“Ele disse que não me queria mais. Mandou-me embora. Que não acreditava mais em nós. Que aquilo fora uma total perda de tempo pois sabia que o Deus jamais o faria humano novamente e que eu merecia alguém melhor. Alguém que realmente fosse alguém. Na hora eu não consegui fazer nada além de fita-lo incrédula. Depois de todos os nossos momentos, ele me jogara fora. Dei-lhe meu coração mas não fora o suficiente para ele. Me tornei um peso em sua pacata e conformada vida. Porque segundo suas palavras, eu mudara tudo. Eu tentei argumentar e mostrar o quão errado ele estava mas ele sequer me  ouviu. Poseidon passava perto na hora e vira tudo. Percebera a tempo o que o meu cais iria fazer e fez com que um dos meus barquinhos ficasse grande e seguro para quando o meu cais me lançasse para o mar. Fiquei tão aflita na hora que nem vi quando cai. Eu não senti a queda. Estava doendo, eu estava machucada. Não por causa da queda, mas por causa dele. Eu estava sofrendo por causa dele. Meu cais, meu porto seguro, meu amor.
-Olho para o homem que ouvia atentamente a minha história e dou um sorriso triste.
Está vendo toda essa água? Mesmo com essa imensidão, não consegui lavar meu sofrimento. Porque eu também tenho uma imensidão dentro de mim. E enquanto a água tem uma enorme concentração de salinidade, a minha imensidão tem concentração de mágoa na mesma proporção. Eu estou cansada de velejar sozinha. Quero e preciso encontrar um novo cais. Um que suporte o meu peso, principalmente. Agora que contei você pode me ajudar? Por favor…”
Não consegui não ajudá-la. Resgatei-a daquele barco e a trouxe comigo. Ela ainda não encontrou um novo cais, mas encontrou um novo amigo. Agora ela não está mais sozinha, ela tem a mim. Também parou de procurar por um novo porto seguro, porque ela percebeu que quando for a hora certa, ele irá aparecer.  E após tudo isso, descobri seu nome e sua idade. Ela se chama Sophie, e só tinha 15 anos quando fora abandonada pela primeira vez…

Obrigada e adeus.

E mais uma vez eu estou aqui.
Chorando, sofrendo.
Enquanto você está em outro canto bem.
Cadê aquelas pessoas que dizem que o tempo cura tudo?…
Porque, sinceramente, ele só está piorando.
Porque, quanto mais o tempo passa, mais você ressurge nos meus pensamentos.
Ressurge. Por quê?
Eu estava bem, por que você tinha de ressurgir?
Foi um custo te fazer desaparecer… Mas, isso não importa, não é?
Porque eu não quero que você vá. De novo. Não vá, por favor.
Não vou implorar, mas é só o que te peço.
Por favor, não vá.
Eu deveria te odiar. E, na verdade, eu te odeio.
Odeio o que você é agora.
Amo o que você era.
Controverso? Acho que não.
As pessoas mudam, você mudou, eu mudei.
Acontece que o você de antes não sai da minha cabeça.
E o pior é saber que o você de agora não consegue ser ruim o suficiente para me fazer esquecer o você de antes.
É claro que eu sei que foi melhor assim.
Mas, putz.
Poderia ter me ensinado a te desgostar da mesma forma que me ensinou a gostar.
Seria pedir demais?
Mas isso não importa.
Porque, não importa o que tenha acontecido, Eu guardarei você em meu coração.
Para sempre. Como deveria ter sido.
Talvez seja um dia. Ou não.
Sinceramente, estou contra o meu coração e torcendo para o não.
Sabe por quê?
Eu simplesmente não quero estragar o que já tivemos com um novo relacionamento.
Penso que pode não ter a mesma sensação gostosa da primeira relação.
Eu não sei se ainda amo você.
Tudo que sei é que ainda sinto algo por você.
Mas você está muito diferente, também estou. Mas você está de um jeito estranho. E ruim.
E de estranheza já basta eu.
Portanto, eu te deixo totalmente livre de mim.
Porque eu quero me ver livre de você.
Eu quero seguir em frente.
Sei que não vou conseguir isso hoje. Nem amanhã. Nem semana que vem.
Talvez nem no próximo mês, afinal, já faz meses.
Mas, sei que um dia vou conseguir.
E, a cada dia que passa, mais perto eu fico de conseguir esquecê-lo totalmente.
Sei que você não lerá isso e nem sequer se importa.
E está tudo bem, sabe?
Um dia você será apenas lembranças boas.
Enquanto isso, as ruis me dão força para seguir em frente.
Porque cada pedacinho de mim sempre terá um pouco de você.
Porque eu só sou quem sou hoje devido a você.

Então…
Obrigada, tá?
Por tudo. Mesmo.
Sei que você está bem.
Em breve ficarei também.
É isso. Vou dar meu máximo.
Nunca mais precisarei de você.
Irei esquecer tudo que tivemos,ok?
Você sempre será meu primeiro amor.
Mas agradeço por deixar ter os próximos.
Adeus.

Tudo está bem agora.

Está tudo bem. Ela realmente está bem desta vez. Passou. Agora a mais remota lembrança que ela tem deles dois parece ter sido a séculos. Ela o amou. Muito. Era tanto amor que não cabia dentro de seu pobre coração e transbordava em olhares e sorrisos carinhosos dados por ela a ele. Porque tudo que ela fazia, era para ele.
Era ele. Desde o seu primeiro pensamento pela manhã, até o seu último ao dormir. Mas era tanto amor que ela sonhava com ele porque não podia ter a sua presença durante a madrugada. Mas ele estava lá. Com ela. Nos seus sonhos. Sonhos de todos os tipos. Sonhos que ela julgava um dia realizar. Porque ela sabia lá no fundo, que nada a faria mais feliz do que acordar ao seu lado. Nada a faria mais feliz do que ser a primeira pessoa a  dar-lhe bom dia. Ou desejar-lhe parabéns no seu aniversário. Nada a faria mais feliz do que ser a causa do seu lindo sorriso nos seus piores momentos. Ou dias. Nada a faria mais feliz do que ser dele. Nada a faria mais feliz do que ele ser dela. Mas ele decidiu ser só mais um. O seu primeiro amor, preferiu deixar que houvesse outros amores.
Ela se pergunta. Ou melhor, se perguntava o que tinha feito de tão errado para depois de todas aquelas promessas e todas aquelas juras e declarações e confissões, ele te-lâ deixado. Foi tão repentino. Ele a pegou tão desprevenida e de surpresa. Ele sempre a deixou sem fôlego, mas pela primeira vez na relação deles, ele a deixou sem ar de um jeito ruim. Doloroso. Porque nunca ela sentira tanta a falta do ar quanto no minuto em que ele disse não a querer mais. Ela queria achar que era apenas mais uma das suas brincadeiras, mas no fundo, ela sabia que ele tinha cansado. E sabe o que é pior? Ela sabia que ele iria cansar. Ela o avisou que em toda a sua vida todos que amava a abandonavam em algum momento por não conseguirem lidar com a sua imensidão de sentimentos. Ele cansou dela. Ele a abandonou. Depois de ter jurado ser o único que não faria isso! Porra, ele a enganou! Iludiu-a da pior forma. Porque ela avisara, ninguém a aguenta por muito tempo… Óbvio que com ele não seria diferente. Ela foi burra por acreditar nele. Ela o amava tanto… Mesmo hoje, após meses e sabendo que não o ama mais, a mágoa ainda reside em seu coração. Quando ela pensa que a superou, a mágoa desperta de seu sono profundo e vai incomodá-la. Por que ele tinha que fazer isso com ela? Por que? Se a única coisa que ela fez foi se entregar de corpo e alma a ele. Por que ele a aceitou de tal forma se sabia não ser capaz de aguentar? Por que por que por quê?!…
Ela sente falta, sabe? Falta de amar e ser amada como era quando estava com ele. Porque, ela não vai ser injusta com ele, uma coisa que não faltou no  relacionamento deles foi amor e carinho. Ele a viciou no seu amor por ela. Tornou-a uma pessoa carente de atenção e carinho que ela jamais imaginaria se tornar. E ela o odiou por isso, sabe? Não precisava tê-la viciado nele quando sabia que no fim, haveria um fim. Posto por ele. Não precisava, sabe? Não foi justo com ela. Nem com eles. Não era para ele tê-la amado tanto quanto ela o amava se haveria um fim. Porque, sinceramente, perdê-lo foi a pior coisa da vida dela até agora. A pior dor. Nem quando ela era criança e vivia internada doía tanto. Nada, em toda a sua vida, doera tanto quanto ser abandonada por ele. Mas tudo bem, porque agora ela está bem, sabe? Ela realmente está bem e feliz. Ele novamente está em sua vida, mas agora as coisas estão totalmente diferentes. Não sentem mais aquele amor, felizmente. Ela nem sinte mais alguma coisa por ele, ela acha. E nem ele por ela. E isso é tão bom. Chega a ser gratificante terem uma amizade depois de tudo que passaram. De toda a dor. Ela sabe que ele sofreu tanto quanto ela. Ele a deixou mesmo a amando. E até hoje ela realmente não entende o porquê disso. Afinal, qual o sentido de deixar quem mais se ama? É uma burrice tamanha… Mas, ei! Já passou… Está tudo bem agora. Porque ela não o ama mais. Mas ao mesmo tempo ama, sabe? Agora um amor tranquilo, um amor amigo. Daqueles que não são precisos beijos e amassos. Somente abraços. A presença dele ainda a deixa bem. O  sorriso dele ainda a faz sorrir. Mas tudo isso é só pelo carinho imenso que tem por ele. Ele quis voltar antes, mas ela precisou partir. Precisou se encontrar depois de ter se perdido nele. Mas é bom saber que, depois de tudo, ela ainda o tem. Ao seu lado, para tudo que ela precisar. E é recíproco. Mesmo sem aquele amor que tinham, eles ainda tem um ao outro, ela acha. Ela espera não estar divagando nessas últimas frases. E isso é tudo que ela mais poderia querer dele depois de toda aquela dor que ele a fez passar. Ei, está tudo bem agora. Porque ela o ama. Não um amor romântico… mas um amor talvez melhor. Ele foi o seu primeiro amor. Uma pena não ser o último. Mas ela quer que ele saiba que sempre estará ali para ele.
Porque agora, tudo está bem.

Barco de papel, part 1

Há alguns meses, enquanto eu pescava em alto mar, conheci uma menina. E agora observando essa tempestade, lembro-me de sua triste história. Não ousei perguntar seu nome na hora porque, assim que a vi, eu paralisei. Quando me deparei com seus gigantes olhos castanhos, percebi quanta tristeza ela carregava no olhar. Partiu meu coração saber de sua história porque ela era tão nova e já passara por tanta coisa… Eis aqui o que eu me recordo:
“Ei! Olha eu aqui! Ufa, achei que jamais alguém me encontraria aqui. Achei que ficaria perdida para sempre… Estou sozinha há semanas aqui. Completamente perdida. Você poderia me ajudar, por favor?”
Ela diz enquanto tenta secar as lágrimas que outrora estavam ali. Quando ela fala isso, desperto do meu devaneio e só então percebo no que ela estava navegando: um gigante e encharcado barquinho de papel. Olho horrorizado para a garota e ela logo percebe.
“Não fique com medo, você não está sonhando. Apesar de ser lúdico, eu realmente estou em um barquinho de papel. Ele vem me mantendo a salvo desde…”
Ela começa a chorar e a olhar-me  com medo. Não sei o que fazer, então faço o óbvio: incentivo-a a continuar.
“- Desde quando, pequena? Eu pergunto.”
De repente ela para de chorar e apenas lágrimas silenciosas descem em seu rosto. Elas rolam durante toda a história. Senta-se no chão molhado sem medo de que o papel rasgue com seu peso. Olha para o céu, com os olhos fechados, pois parecia lutar com todas as forças para as palavras saírem de sua boca. E começa  a contar imersa em pensamentos e lembranças…

Continua…